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Comunidade no México constrói casas com bambu, terra e pedras

Às vezes, é preciso que alguém de fora do problema consiga enxergar a solução óbvia. Este foi o caso da comunidade rural de Tepetzintan, em Puebla, no México, que sofria com dois problemas: falta de habitação para a demanda crescente e excesso de bambu, o que atrapalhava o cultivo de plantações, como milho, feijão e cafeicultura. Diante deste cenário, o estúdio Comunal: Oficina de Arquitetura desenvolveu um projeto que respondeu aos anseios sociais, econômicos e ambientais.

Os arquitetos perceberam que havia muitos recursos naturais subutilizados, como madeira, terra, pedra, além do próprio bambu, que poderiam ser usados para construir casas. “Uma vez que o projeto foi definido junto à comunidade, iniciamos o processo de troca de conhecimento. Para este processo, foram facilitadas cinco oficinas técnicas e construtivas com as duas espécies locais de bambu e oficinas de design participativo para desenvolver o exercício de habitação de forma inclusiva”, afirma o estúdio em seu site.

Foi assim, que os próprios moradores colocaram a mão na massa, usando recursos locais. Mesmo com o dedo da empresa, o projeto respeitou os costumes e características da comunidade e o resultado foram residências tradicionais integradas com métodos ecológicos. Foram implantados sistemas de baixo custo para coleta, armazenamento e tratamento da água. Ventilação cruzada e chaminés, garantem que o clima interno seja confortável ao longo do ano.

Foi usado também um sistema de fabricação modular com menor número de peças possíveis: para que a montagem da casa foi bem simples. O telhado foi feito com uma lâmina fabricada com alumínio reciclado, o que garante uma temperatura constante dentro da casa e ainda evita a formação de fungos, bactérias e umidade.

Com grande ênfase em treinamentos, a equipe do estúdio ensinou cada etapa da gestão do bambu – da silvicultura à construção. Isso vai garantir que os moradores possam replicar as técnicas aprendidas quando e onde quiserem.

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Fonte: Instituto de Engenharia

Los Angeles está pintando as ruas de branco para reduzir temperatura

As ilhas de calor são responsáveis por fazer as temperaturas subirem ainda mais nas metrópoles. E este efeito tem causas diversas, tais como falta de áreas verdes, excesso de construções, poluição externa e até o asfalto. E é para este último item citado que Los Angeles (EUA) está procurando uma solução.

O pavimento negro comum absorve até 95% da luz solar. Entretanto, construir uma pavimentação ecológico é ainda um desafio, principalmente, do ponto de vista financeiro. Mas a cidade mais populosa da Califórnia encontrou uma maneira: pintar o asfalto de branco. O chamado “pavimento fresco” está sendo testado nas estradas de 15 distritos.

O Departamento de Obras Públicas da cidade, LA Street Services, afirma que a camada do novo pavimento reduzirá as temperaturas em um dia de verão em até 10 graus. E, parece que não é exagero, de acordo com o site Curbed Los Angeles um projeto similar em um distrito da cidade conseguiu reduzir a temperatura da superfície de um estacionamento em mais de 20 graus.

Segundo o Inhabitat, um estudo da EPA (sigla em inglês para Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) sugere que a cobertura de 35% das estradas de Los Angeles com pavimento reflexivo pode ajudar a reduzir a temperatura média do ar por um grau completo de Fahrenheit (medida de temperatura utilizada nos EUA).

É bom também lembrar que esta ação não é isolada. No ano passado, a cidade liberou suas calçadas para hortas e jardins e ainda recentemente anunciou que vai zerar as emissões poluentes de ônibus até 2030.

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Fonte: Instituto de Engenharia

Conheça o veículo que poderá substituir os carros no futuro

Carros e caminhões são os veículos automatizados que mais necessitam de atenção. Porém, os planos para o futuro é a criação de uma moto chamada “Cyclotron”, que pode transportar dois passageiros sem precisarem se preocupar com a estrada à frente.

O engenheiro mecânico Charles Bombardier, relatou em um artigo para Wired, que o veículo iria manter a estabilidade usando um giroscópio, permanecendo em pé. “Os dois passageiros sentam-se um de frente para o outro, para relaxar e conversar”, contou.

Bombardier desenvolveu o conceito com o designer industrial Ashish Thulkar, e disse que uma das inspirações para o projeto foi um protótipo da Lit Motors. Segundo ele, o veículo visa “minimizar o manuseio humano” e poderá ser usado em todas as estações do ano.

O Cyclotron poderá ser recarregado sem fio. Também será possível comprar e vender energia elétrica em tempo real com outros veículos. Os assentos ajustáveis ​garantem a segurança dos passageiros. A moto lembra um inseto futurista, devido ao seu visual.

O engenheiro canadense acredita que os veículos podem ajudar a reduzir o congestionamento nas estradas, devido à sua largura, além de reduzir o consumo de energia.

Em seu blog, Bombardier apresenta um catálogo com diversos veículos que inspiram as criações futuristas. Segundo ele, mais de 200 conceito de carros, motos, aviões, trens e veículos espaciais já foram projetados por engenheiros industriais de todo o mundo.

Fonte: Engenharia é

Escola economiza dia e noite com bateria que armazena energia solar

Há dois anos, a Tesla lançou uma bateria de armazenamento de energia solar para uso doméstico. Na época, também foi apresentada a Powerpack, modelo de bateria voltado para empresas. O produto foi desenvolvido para locais em que a demanda elétrica é maior e é por isso que foi instalado em The Cathedral College em Rockhampton, uma escola católica localizada no estado de Queensland, na Austrália.

Dos 1165 alunos matriculados, 180 residem no local, segundo informa o site da instituição. Desta forma, há uma demanda energética grande mesmo no período noturno. Com um único Powerpack e um inversor, o colégio consegue armazenar parte da energia solar que gera durante o dia para aproveitá-la depois.

A energia armazenada é proveniente de um sistema de 100 quilowatts instalado nos telhados da escola. Por causa da bateria, os alunos podem usar energia renovável durante o dia e, por até cinco horas, à noite.

Para a escola, o sistema vai fornecer uma economia de energia de 40 a 50% ao longo de um ano. A estimativa da empresa GEM Energy Australia, que instalou o sistema solar, é que a escola tenha um retorno no investimento (que foi de 285 mil dólares) dentro de seis a sete anos.

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Fonte: Instituto de Engenharia

Audi vai lançar carro elétrico abastecido por energia solar

Parece até notícia sobre competição de carro movidos a energia renovável, mas não é disso que se trata. A conhecida empresa automobilística alemã Audi se uniu à chinesa Alta Devices, unidade da Hanergy Thin Film Power, para lançar um veículo com células solares em seu teto de vidro panorâmico.

A Hanergy é especializada em células solares. Com ela, a Audi terá as células solares de filme fino para serem integradas no teto. A ideia é que tais células sejam capazes de alimentar os sistemas elétricos internos do veículo, como o ar condicionado ou os aquecedores de assentos (acessório comum em lugares em que as temperaturas podem ser muito baixas). Mas, não é isso. A parceria das empresas busca melhorar a tecnologia de modo que a energia solar possa carregar diretamente a bateria de um carro elétrico. É este o maior objetivo.

As novas células solares têm uma eficiência superior a 25%, serão produzidas na Califórnia pela Alta Devices e, segundo a Audi, vão funcionar bem mesmo em condições de pouca luz e alta temperatura. A companhia está já desenvolvendo o protótipo e espera concluí-lo até o final deste ano.

Audi models with a solar roof: Car manufacturer cooperates with Hanergy

 

Fonte: Ciclo Vivo

Uma nova “tinta solar” permite transformar sua casa inteira em um gerador de energia limpa

O hidrogênio vem sendo usado para alimentar carros que não emitem poluentes, como os tradicionais de combustão interna. Mas o custo de produzir hidrogênio é, ainda, pouco comercial para essa tecnologia ser amplamente adotada. Isso está prestes a mudar com uma pesquisa de cientistas da Austrália que descobriram uma maneira de produzir hidrogênio usando a luz solar e o vapor de água.

O processo envolve a pintura de um composto químico em telhados que capturam o sol e outras superfícies. O documento de pesquisa do co-autor Kourosh Kalantar-zadeh explica : “O hidrogênio é a energia ideal no planeta, se você pode transformar a água em hidrogênio, você tem uma fonte infinita de energia”. A pesquisa foi publicada na revista ACS Nano e descreve como A tinta usa a luz solar para quebrar a umidade em hidrogênio e oxigênio.

O método atual de criação de hidrogênio é a eletrólise. É um processo de escala industrial ineficiente onde passa uma corrente elétrica através da água. O método requer grandes quantidades de energia, tornando-o não viável, já que seu próprio propósito é de produzir uma energia limpa e verde.

Este é o fim das baterias de lítio?

As novas descobertas podem ter um impacto significativo na busca para substituir combustíveis à base de carbono. O hidrogênio pode ser usado para alimentar veículos e até mesmo foguetes quando colocados sob compressão. Na verdade, a NASA é o maior usuário mundial de hidrogênio.

O gás verde também tem a capacidade de armazenar energia, e isso poderia significar o fim das baterias de lítio nocivas. “As baterias de íons de lítio são as piores em termos de sua pegada de carbono”, disse Torben Daeneke, pesquisador da RMIT University. “Elas precisam ser melhorados para reduzir suas pegadas de carbono”.

A pintura que produz hidrogênio pode ser usada em qualquer superfície

A tinta combina o óxido de titânio já utilizado em muitas pinturas de parede com um novo composto: sulfureto de molibdênio sintético. O último atua muito como o gel de sílica embalado com muitos produtos de consumo para mantê-los livres de danos, absorvendo a umidade.

De acordo com um relatório no site RMIT o material absorve energia solar, bem como a umidade do ar circundante. Pode então dividir a água em hidrogênio e oxigênio, coletando o hidrogênio para uso em células de combustível ou para alimentar um veículo. “[T] a simples adição do novo material pode converter uma parede de tijolos em colheita de energia e produção de combustível de imóveis”, explicou o pesquisador principal, Dr. Torben Daeneke.

 

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Fonte: Engenharia é

Inaugurada em Mato Grosso primeira indústria que vai produzir etanol de milho

Foi inaugurada em Mato Grosso a primeira indústria do Brasil a produzir etanol usando o milho como matéria-prima. A FS Bioenergia fica na cidade de Lucas do Rio Verde e é resultado de uma parceria entre uma companhia brasileira e uma norte-americana.

O presidente Michel Temer e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, participaram da inauguração. Na cerimônia, Temer comemorou a instalação da indústria e disse que o investimento demonstra a confiança dos empresários no desenvolvimento do país e também no governo.

O presidente também acredita que em breve o país vai recuperar o grau de investimento, já que nos últimos anos agências risco internacionais rebaixaram o Brasil e retiraram selo de bom pagador. No discurso, Temer ainda defendeu as privatizações.

Temer também participou da abertura da colheita de algodão no município mato grossense. O Brasil está entre os cinco maiores produtores e exportadores mundiais de algodão em pluma e Mato Grosso é responsável por cerca de 67% da produção nacional.

E, segundo Temer, o estado também deve se tornar este ano o maior produtor de milho do país. O presidente aproveitou para destacar a participação do agronegócio no PIB – a soma de todas as riquezas produzidas no país. No primeiro trimestre do ano, o setor impulsionou o PIB, mostrando que a economia brasileira cresceu 1% no período.

 

Fonte: Engenharia é

Marinha abre concurso para 21 vagas de nível superior, incluindo engenharias

A Marinha do Brasil está com inscrições abertas para 21 vagas para o Concurso de Professores. Sendo elas, 18 vagas para professor do magistério superior (CP-PMS) 2017 e 3 para a carreira de magistério superior – escola de guerra naval 2017.

As inscrições estão abertas até 22 de agosto. Os interessados em participar devem acessar o site ingressonamarinha.mar.mil.br ou fazer a inscrição presencialmente em uma das Organizações Militares da Marinha, nos dias úteis.

As vagas são para as áreas de ciências náuticas, com ênfase em náutica, física, letras com habilitação em língua portuguesa, engenharia cartográfica/ engenharia de agrimensura, engenharia elétrica e telecomunicações, engenharia elétrica, micro-ondas e optoeletrônica, engenharia de controle, administração, controle e automação, eletrônica, eletricidade, história, matemática, relações internacionais, telecomunicações.

O concurso do CAP terá diversas etapas, sendo a primeira uma prova objetiva de conhecimentos profissionais, com 50 questões, além de redação. Para o concurso do magistério, haverá prova discursiva de conhecimentos específicos, didática e de títulos.

Serviço

Concurso de Professores do Magistério Superior

Inscrição: até 22 de agosto

Vagas: 21

Taxa de inscrição: R$110,00

Mais Informações: www.ingressonamarinha.mar.mil.br

Ponte para pedestres e ciclistas produz energia solar na Holanda

Os pedestres e ciclistas de ‘s Hertogenbosch, na Holanda, têm um novo espaço para transporte e lazer. Trata-se de uma ponte que liga o centro antigo da cidade ao bairro de Paleiskwartier. Além de ser útil para a mobilidade urbana, o espaço também serve como um parque elevado.

A estrutura foi projetada pelo escritório de arquitetura Benthem Crouwel Architects e possui 250 metros de comprimento, sendo a sua área total 2.500 metros quadrados. O espaço é separado com vias para o trânsito de pedestres e de ciclistas, além disso, ele é equipado com bancos, árvores e iluminação de LED.

Todos os detalhes foram pensados para oferecer conforto, beleza e funcionalidade aos moradores. Em termos de transporte, ela conecta dois pontos da cidade e também torna mais fácil e segura a travessia dos ciclistas e pedestres sobre os trilhos do trem.

A base usada na construção da ponte foram painéis de aço, que garantem uma vida útil de, ao menos, cem anos à estrutura. A tecnologia de captação de energia solar também deve contribuir para isso. O sistema permite a produção de energia e o armazenamento do calor. Assim, durante o inverno não será necessário jogar sal no piso da ponte para derreter a neve. Este pequeno detalhe auxilia a preservar o aço por muito mais tempo.

Os usuários podem usar a ponte em qualquer horário do dia. Na parte da noite, a iluminação de LED garante segurança e visibilidade. Os bancos instalados no caminho convidam os moradores a um descanso e um momento de apreciação da paisagem natural e histórica do local.

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Fonte: Ciclo Vivo

Prédio de madeira ganha prêmio de melhor construção residencial do mundo

Apelidado de Patch22, o prédio de madeira mais alto da Holanda ganhou recentemente um importante prêmio internacional. Ele foi eleito o melhor edifício de 2016 no “World Architecture News Residential award”, que avalia projetos residenciais de diversas partes do mundo.

O prédio holandês possui seis andares e pouco mais de 30 metros de altura. Todo o seu desenho foi pensado para que ele fosse flexível para uso residencial e também comercial e o mais sustentável possível. Por causa dessas premissas, os arquitetos criaram apartamentos abertos, quase sem paredes, e com o pé direito de quatro metros de altura.

A madeira foi o principal material usado na construção, mas não o único. Para melhorar a usabilidade do edifício, os arquitetos optaram por usar uma estrutura de aço e concreto nos pisos. Tirando isso, a base foi realmente a madeira

O prédio ainda tem outros cuidados que o tornam sustentável, como um sistema de captação da água da chuva, uso de placas fotovoltaicas e aquecedores solar, além de um sistema de aquecimento movido a biomassa, que usa como fonte pallets que seriam descartados.

A própria escolha do local para a aplicação do projeto tem um toque de sustentabilidade. A região em que está instalado o edifício é conhecida por ser um bairro industrial de Amsterdã. No entanto, com o passar do tempo, muitos galpões e terrenos foram abandonados. Construir um prédio com tantos diferenciais e possibilidades diversas de uso é uma forma de aproveitar áreas ociosas e colaborar para uma reestruturação do bairro, tornado-o mais agradável e atrativo.

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Fonte: Instituto de Engenharia